63º SAP

· De 02 a 27 Abr 18: Inscrições e entrega das obras (Mezanino – 6º Andar/Sede Central);

· 12 Jul 18: Premiação e inauguração da exposição;

· De 13 a 31 Jul 18: Visitação, nos dias úteis, das 11 às 17h (aos sábados, visita guiada mediante prévio agendamento e em horário devidamente acordado);

· De 01 a 14 Ago 18: Retirada, pelos expositores, das obras selecionadas participantes do SAP.

 

REGULAMENTO E INSCRIÇÃO: http://clubemilitar.com.br/63-salao-de-artes-plasticas-regulamento/

 

PATRONOS

A mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter viva a lembrança de seus feitos, interpretar os acontecimentos de que participaram e recolher os dignos exemplos que nos legaram.

As magistrais lições que emanam de suas incomuns existências constituem a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro.

Patrono. {Do lat. patronu] S.m. 5. Bras. Chefe militar ou personalidade civil escolhida com figura tutelar de uma força armada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém vivas tradições militares e o culto cívico dos Heróis.

Extraído do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Ed Nova Fronteira, 1ª Edição.

 

 

OLAVO BILAC

Olavo Bilac nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Poeta, jornalista, fundador e membro da Academia Brasileira de Letras, foi um ardoroso nacionalista, abolicionista e grande propugnador do Serviço Militar Obrigatório e dos tiros-de-guerra. Percorreu o País, tanto as mais recônditas regiões, como as capitais, conclamando a mocidade para servir à Pátria que ele tanto amava. Precursor da campanha pela alfabetização, foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros. Dentre sua extensa obra, destacam-se a letra do Hino à Bandeira, o poema épico “O Caçador de Esmeraldas” e o belo soneto “A Pátria”. Na data do seu nascimento, 16 de dezembro (1865), comemora-se o Dia do Reservista. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 53 anos (26 Dez 1918).

Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac foi o mais ardoroso defensor do modelo de recrutamento, vigente há quase um século no Brasil. A constatação do absoluto ajustamento do sistema de conscrição à atualidade brasileira é, por si só, prova sobeja da visão prospectiva desse insigne patriota, mui justamente consagrado Patrono do Serviço Militar.

Quando Bilac engajou-se na campanha do Serviço Militar, descortinou-se a dimensão maior de sua personalidade, centrada em profundo patriotismo e dedicação ao Brasil.

As primeiras lições de civismo, colheu-as no próprio lar, em ambiente de simplicidade e dedicação.

Orador fecundo, enfático e inspirado, faria, mais tarde, ecoar por todos os recantos do Brasil, o seu protesto veemente ao divórcio dos meios civil e militar. Chegava a inflamar-se ao contestar as acusações de militarismo, que muitos, em sua época, atribuíam às medidas adotadas para o aperfeiçoamento do Serviço Militar.

O autor da letra do Hino à Bandeira e da grandiosa “Oração à Bandeira”, empenhou-se, ainda, na ação educacional cívica, buscando a promoção dos mais puros ideais da nacionalidade. Sob essa inspiração, fundou a Liga de Defesa Nacional, em 1916, para lutar pela preservação de nossos valores maiores ao longo do tempo.

Bilac era, acima de tudo, um patriota consciente do momento histórico, um combatente pelo civismo, ao qual não hesitava em devotar-se, por inteiro. Em 1915 e 1916, empreendeu peregrinação pelo País, conscientizando os brasileiros da necessidade do Serviço Militar Obrigatório, pregando a verdadeira cidadania. Sua missão, iniciada em São Paulo, e ressonante no Rio de Janeiro, tornou-se alvo de destacada homenagem no Clube Militar. Prosseguiu rumo a Minas Gerais e ao Rio Grande do Sul, defendendo, com ardor, a associação de todos os brasileiros à sua causa.

Embora com sacrifício da saúde, Bilac alimentava o firme desejo de levar sua pregação ao Norte e ao Nordeste do Brasil, seguindo o itinerário que já havia traçado, durante suas viagens para a campanha de defesa do Serviço Militar.

Mas no apagar de 1918, quando a cidade do Rio de Janeiro se preparava para um novo ano, correram sentidas lágrimas pela notícia da morte do querido poeta. A mesma carreta de artilharia que servira para transportar o corpo de Osorio para o cemitério, conduziu Bilac ao sepulcro.

Na sua eternidade, a Pátria reverenciará sempre aquele que, com o coração e a ação, mostrou aos brasileiros a nobreza do dever militar.

Patrono do Serviço Militar

http://www.eb.mil.br/patronos/-/asset_publisher/e1fxWhhfx3Ut/content/olavo-bilac

 

“A PÁTRIA” por Olavo Bilac

Olavo Bilac foi eleito o ” príncipe dos poetas brasileiros” e nos deixou lindos poemas, entre eles, encontramos “A Pátria”. Um poema para criança, aliás, muito didático e que, infelizmente, hoje é difícil encontrar alguém que o declame com um ardor patriótico. Mas vale o texto para refletirmos acerca de um país geograficamente lindo, mas politicamente cheio de indagações e indignações!!

 

“Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!

Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

 

Éum seio de mãe a transbordar carinhos.

Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

 

Vê que grande extensão de matas, onde impera

Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha

O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

 

Quem com seu suor a fecunda e umedece,

vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! não verás país nenhum como este:

Imita na grandeza a terra em que nasceste!”

Olavo Bilac

http://pausapraleitura.blogspot.com.br/2012/10/a-patria-por-olavo-bilac.html

 

 

Quem nunca ouvir falar em Olavo Bilac? Um dos nomes essenciais da poesia brasileira, Bilac, que recebeu o epíteto de “príncipe dos poetas”, foi o principal representante do Parnasianismo, escola literária que rompeu o século XIX e perdurou até meados dos anos de 1920, quando entrou em cena o Modernismo. Sua extensa e peculiar obra ainda hoje é objeto de estudo e admiração, sendo constantemente citada em provas de diversos concursos e vestibulares.

Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac) nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro, então capital federal. Foi jornalista, poeta, inspetor de ensino e representante máximo do Parnasianismo, escola literária surgida no Brasil no século XIX, década de 80. Cursou o até o quarto ano da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e, já em São Paulo, deu início ao curso de Direito, também abandonado antes do término. Decidiu então dedicar-se ao jornalismo e à literatura, participando também de campanhas cívicas. É dele a letra do Hino à Bandeira:

HINO À BANDEIRA

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser! Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

 

Além das campanhas cívicas, engajou-se também na política tendo, inclusive, colecionado vários desafetos, entre eles o presidente Marechal Floriano Peixoto, a quem fazia oposição. Nessa época escondeu-se em Minas Gerais e, ao regressar para o Rio de Janeiro, então capital federal, foi preso. Passado o período de turbulência, em 1891 foi nomeado oficial da Secretaria do Interior do Estado do Rio de Janeiro. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e, em 1898, assumiu o cargo de inspetor escolar do Distrito Federal, do qual se aposentou pouco antes de falecer, em 28 de dezembro de 1918.

Olavo Bilac é o principal representante do Parnasianismo brasileiro. Ao lado de nomes como Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, Bilac defendeu veementemente a estética parnasiana, cuja principal preocupação era o formalismo e o culto ao estilo, empregando uma linguagem elaborada, constituída por um vocabulário hermético e repleto de referências à cultura greco-romana. O poeta preferiu as formas fixas, sobretudo o soneto, e ao analisarmos sua obra podemos observar a evolução da objetividade parnasiana para uma poesia mais intimista e subjetiva, características encontradas em poemas como Viá Láctea, um de seus mais aclamados.

Para que você conheça os versos do poeta parnasiano mais lido à sua época, o site Escola Educação selecionou quinze poemas de Olavo Bilac que certamente despertarão seu interesse pela obra do escritor, representante maior da estética parnasiana.

 


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