Clubes Militares Apoiam Intervenção Federal no Rio

CLUBES MILITARES APOIAM

INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO 

General quer ‘endurecer medidas’ contra bandidos

O Globo

20 de fevereiro de 2018

RIO – A intervenção federal na Segurança do Rio, determinada pelo presidente Michel Temer, foi recebida com entusiasmo pelas lideranças dos três clubes que representam os interesses de militares brasileiros e costumam se posicionar sobre temas relativos às tropas. Os presidentes do Clube Militar (Exército), Clube Naval (Marinha) e Clube da Aeronáutica deram apoio à medida que pôs sob o comando do general Walter Souza Braga Netto toda a estrutura de segurança do Rio. Presidente do Clube Militar, o general de divisão Gilberto Rodrigues Pimentel foi ainda mais longe e defendeu “medidas de endurecimento no trato com os bandidos”.

- Só a intervenção não é suficiente. Não basta apenas fazer cercos e dar demonstrações de força. Precisamos de aplicação das leis com mais rigor. Faz tempo que defendo a hora de tomar medidas de exceção, porém não arbitrárias – disse o general Pimentel.
- Perdemos o controle das comunidades após governos desastrosos e sem credibilidade – acrescentou.
Para o general, é essencial que o Judiciário acompanhe de perto os próximos passos das tropas no estado:
- É preciso que fique claro o que pode e o que não pode, sempre dentro do limite da lei. A prioridade é sempre do policial, não se pode deixar o bandido matar.

Na mesma linha seguiu o vice-almirante Rui da Fonseca Elia, que faz avaliação “muito positiva” da determinação do governo federal e só lamenta que a decisão tenha demorado a ser tomada.
- Não vejo perigo para a democracia com essa medida. Ela está conforme a Constituição Federal, que é a matriz jurídica do estado democrático de direito. O maior risco é deixar a segurança apenas nas mãos de uma força policial desgastada e com o comando debilitado – afirmou o presidente do Clube Naval.
Para o vice-almirante, as Forças Armadas do Brasil entraram em uma nova fase, em especial após o emprego de tropas no Haiti:
- Somos uma força de pacificação e mantenedora da paz. Ninguém entra para matar gente, existe apenas reação se necessário for.
O major-brigadeiro Marcus Vinícius Pinto Costa, presidente do Clube da Aeronáutica, manifestou “plena confiança” na intervenção.

- Precisamos flexibilizar as nossas posições para atender às novas demandas da nação. Mas é preciso ser cauteloso e cuidadoso. O general vitorioso é aquele que minimiza as perdas de pessoas e meios – afirmou o militar.

https://oglobo.globo.com/rio/clubes-militares-apoiam-intervencao-federal-no-rio-22406277


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