CRISE NA EDUCAÇÃO?

 

Topo documento [27jun17] Educação no Brasil

- EDUCAÇÃO NO BRASIL - 

CRISE NA EDUCAÇÃO?

 

Pedro Werneck

Há muito a educação brasileira sofre um amplo e profundo processo de degradação. Nossa educação pública é de má qualidade. Nossas escolas privadas, em alguns casos, têm resultados melhores. Mas ainda assim podemos observar que nossos estudantes saem dos bancos escolares com sérias falhas em sua formação conceitual, especialmente em português, matemática e ciências.

Até pouco tempo atrás, quando o Brasil parecia ser um país promissor, o mercado de trabalho aquecido demandava mão de obra qualificada, principalmente nas áreas de engenharia e tecnologia. Tínhamos uma baixa ocupação de postos de trabalho nessas áreas porque não havia profissionais suficientes. Faltava, portanto, mão de obra qualificada. Hoje, mais do que nunca precisamos de um sistema educacional que gere cabeças pensantes e profissionais bem preparados. Precisamos, mas não temos. E quais são os motivos para que isso ocorra?

Muitos são os fatores os quais podemos apontar como causa da degradação do sistema de ensino brasileiro. Gostaria de destacar os que mais considero relevantes para esse artigo. Vamos a eles:

- más gestão dos recursos públicos na área;

- desqualificação dos profissionais ligados à educação;

- má avaliação do desempenho escolar dos alunos;

- inclusão de disciplinas que não somam à formação dos alunos, como discussões sobre ideologia de gênero;

- metodologia de ensino pautadas no ideário do educador Paulo Freire;

- exclusão de matéria “Educação, moral e cívica” da grade curricular;

- desqualificação e deturpação de feitos da nossa História e dos nossos heróis nacionais.

A sinergia desses elementos, somada à histórica falta de compromisso governamental na área de educação, levou o Brasil ao desenvolvimento de gerações de “analfabetos funcionais“. De acordo com os últimos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados em 2016 (a avaliação é feita cada três anos), nossos estudantes registraram um recuo em seu desempenho nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. Essa performance repercutiu na pontuação do país no ranking mundial da educação. O Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

Levando-se em conta que a avaliação coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi aplicada em 70 países e economias, entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil, podemos concluir que o nosso sistema educacional vai mal, apesar de receber razoáveis investimentos financeiros todos os anos.

Podemos depreender que a educação brasileira está em uma situação um pouco acima do colapso, e que esse movimento é recente e aleatório, mas não é. Ao contrário, essa situação foi maquiavelicamente urdida, metodicamente implantada com paciência e frieza destiladas ao longo do tempo. Tudo com o objetivo de desmontar as estruturas sociais, morais e religiosas com as quais a sociedade brasileira alicerçou o seu desenvolvimento.

Cabe aqui uma breve análise histórica. Em seu início, os movimentos comunistas e seus afins de esquerda propunham, em nome do que eles chamavam de “sociedade livre e democrática”, o ingresso na luta armada. O objetivo seria implantar a ditadura do proletariado no Brasil e, com isso, a libertação dos trabalhadores nacionais do jugo dos capitalistas locais e internacionais. Esforços não foram medidos. Ideologicamente embasados, os jovens militantes empreenderam atentados terroristas e intimidações as mais variadas. Ora pela força, ora pela palavra, a ideologia marxista foi sendo disseminada em nossa sociedade. Como sabemos, assim o fizeram os regimes totalitários

Na América Latina, a revolução cubana foi o resultado de toda essas ações. Pensando-se potente e vitorioso, o regime castrista deu início a uma nova empreitada: sua expansão pelo continente. Mas, ao contrário do que poderiam pensar seus ideólogos, sofreram fragorosas derrotas em todos os países latino-americanos.

O insucesso da luta armada levou à busca de caminhos mais sutis. Aí entram em ação dois pensadores de esquerda que pregavam a luta através da educação e da cultura, a saber: Antonio Grmasci e Herbert Marcuse. De acordo com as teorias elaboradas por esses dois intelectuais, a sociedade deveria ser dominada e minada em suas bases internamente; somente quando essas bases estivessem fracas, a ideologia do sistema comunista/socialista poderia ser implantada, sem a necessidade de confrontos diretos, apenas pelo processo de inversão de valores e desorganização social. Assim, estruturas tradicionais ocidentais como família, casamento, religião, direito romano e as bases da filosofia grega, por exemplo, seriam solapadas até ruírem sem esforço.

O domínio estratégico de militantes marxistas em escolas, universidades, jornais, rádios e televisões e em outras frentes de difusão de informação e conhecimento foi sendo planejado e executado. Com isso, ganharam não só terreno, mas também corações e mentes. Muitas mentes!

Hoje, é necessário um esforço forte e concentrado para neutralizar esse processo. Grupos os mais variados começaram a se organizar e discutir saídas mais equilibradas para as atuais demandas sociais.

O grupo Phenix Brasil, do qual fazemos parte, começou a se organizar para pensar e elaborar projetos próprios e contrários aos ditames do ideário marxista. De forma ordeira e democrática, desenvolvemos nosso “contra-ataque“ pacífico através projeto cultural e educacional próprio.

Sabendo que a história geral e, em particular, a história brasileira foram ao longo do tempo deturpadas para satisfazer às necessidades ideológicas marxistas através de livros didáticos oficiais, resolvemos abraçar o projeto educacional do professor Gabriel Ladeira e outros pensadores, a fim de criarmos um material didático que não ocultasse a verdade dos fatos sobre todos os assuntos, especialmente, a verdade ligada às revoluções russa e cubana, a Intentona Comunista, Movimento de 31 de Março de 1964, entre outros eventos históricos.

Apoiamos também projetos que visam mostrar as verdadeiras intenções da “Ideologia de gênero“ e “politização do ensino“, especialmente no sistema público de ensino. Como resultado teremos o lançamento do primeiro livro ainda em 2017, para ser possivelmente distribuído no ano letivo de 2018.

Essa é a nossa pequena contribuição à sociedade brasileira, conscientes que estamos de que a situação é grave. Sabemos que a inversão de valores e a desorganização social já foram longe demais e que algo deve ser feito.

Esperamos que mais pessoas participem dessa marcha em prol dos valores verdadeiramente nacionais e inclusivos. Valores nos quais a defesa da mulher, da infância, da família, da religião, da segurança e do bem-estar sejam assegurados a todos de forma indiscriminada e pacífica.

 


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