DESESPERANÇA NACIONAL – GEN PIMENTEL

DESESPERANÇA NACIONAL

Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel

Ex Presidente do Clube Militar

23 de agosto de 2018

Esperança é uma palavra que, duro de admitir, vai deixando de integrar o vocabulário dos brasileiros que um dia sonharam em viver num país decente, digno, que respeitasse seus cidadãos, independentemente de cor ou religião, livre de quaisquer preconceitos, que proporcionasse trabalho, educação, segurança e paz social a todos, um país que fosse bom para criar filhos e netos, um país do qual pudéssemos, enfim, verdadeiramente, nos orgulhar.
É fato que não havia tanta expectativa positiva com relação às próximas eleições gerais, no entanto, diante de tantos abusos e crimes praticados por dirigentes e políticos, sobretudo, era lícito esperar que ao menos uma parcela significativa da população pudesse pretender ajustar contas com esses criminosos mesmo antes que a Justiça, lenta e viciada, viesse a se pronunciar.
Crimes praticados que estão sendo, em grande parte, ainda processados, mas que de tão graves levaram o País à beira da falência econômica, porque a falência moral já está consumada.
Mas vejamos o que nos indicam as pesquisas dos diversos institutos, ainda preliminares e com a histórica e justificada suspeição:
No nível de primeiro mandatário, um não-candidato(?) à presidência da Nação, preso e condenado a doze anos de cadeia, já com entendimento, praticamente, consensual do Judiciário que não poderá concorrer ao pleito. Responde a vários outros processos por supostos crimes graves praticados, e que é apresentado pela mídia como figura central do processo eleitoral em andamento, comandando em seu benefício, detrás das grades, todas as estratégias do seu partido. E o que dizer da conduta dos institutos, apresentando o não-concorrente como figura central de todas as suas simulações de intenção de votos?
Vamos falar sério, qual o objetivo disso? Nobre ou respeitador de direitos não pode ser. Por que a Justiça permite? Em que outro lugar do mundo isso seria possível?
Falando do meu estado, o Rio de Janeiro: em guerra civil, regiões liberadas sob controle dos bandidos, Forças Armadas nas ruas, o antigo governador condenado a mais de 100 anos e o seu substituto prestes a seguir o mesmo destino. E quem são os destaques nas pesquisas: corruptos, moleques, aliados do crime organizado e um vendedor de ilusões.
Vejo que no nível nacional, da mesma forma, já despontam nessas primeiras pesquisas todas as mesmas velhas raposas. Os velhos caciques regionais. Quase todos na mira da Lava Jato. Têm certeza absoluta que serão reconduzidos, conservarão sua imunidade, as fortunas acumuladas e vão à caça dos seus julgadores. Que se cuidem Sérgio Moro e equipe.
A verdade é que:
“Se a única coisa que o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano.” – Graciliano Ramos


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