Educação: Uma Breve Reflexão Histórica

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– EDUCAÇÃO NO BRASIL –

 EDUCAÇÃO: UMA BREVE REFLEXÃO HISTÓRICA

 

Ives Gandra da Silva Martins

 

 

O desconhecimento da história e a pouca atenção que, nas grades escolares, principalmente universitárias, se dedica à importância do estudo de toda a espécie de acontecimentos passados, principalmente na política e nos costumes, faz com que aquele que vive o momento presente, sobre pensar viver o momento definitivo da história, termine por repetir os mesmos erros, vícios e “novidades” pretéritas.

Ora, a história da humanidade, descerra o papel da educação e da cultura no seu evoluir, na conformação de reinados e impérios diferenciados por sua arte e filosofia. Por esta razão, ao falar de educação, é importante que se faça uma reflexão histórica. Pouco comum, mas necessária.

Assim, é interessante notar como a educação e a religião encontram-se, em todos os povos, inteiramente ligadas, ao ponto de constatar-se que, apenas com os filósofos gregos, após a excelência dos questionamentos levantados pelos pré-socráticos, é que se conseguiu uma desvinculação entre ensino e religião, muito embora permaneça até hoje – o que é bom – pontos de ignição e contato, em zonas fronteiriças, absolutamente vinculadas, fenômeno que é fácil diagnosticar.

Graças aos filósofos gregos pré-socráticos, aos três gênios que conviveram em Atenas (Sócrates, Platão e Aristóteles), e ao Helenismo, posterior, desenhou-se a civilização romana, que ao instrumentalizar o direito, o conceito de cidadania e a educação, em seu império ocidental e oriental, permaneceu com forças de dominação durante 2.100 anos (754 a.C. a 1453 d.C.).

A característica maior da evolução humana, captada pela história das civilizações, não é empanada, durante a Idade Média, período que, historicamente, não corresponde à leitura superficial de alguns exegetas, ou seja, a um período de obscurantismo, mas, ao contrário, é período, de um lado, preservador da cultura greco-romana e, de outro, semeador do grande instrumento da educação moderna, que é a Universidade, a maior das contribuições para a vida temporal ofertada pela Igreja Católica.

Daniel Ropps entendia que foi este o período de superior idealismo na humanidade, gerador das cruzadas e de adoração ao Deus Supremo, representada pelas catedrais. Foi, todavia, também – e principalmente -, o tempo do despertar da educação profissionalizada, através da Universidade.

Insta verificar que, à época, a pujante civilização árabe explodia em admirável riqueza cultural, filosófica e artística.

À evidência, graças a esta estupenda contribuição da Idade Média, desperta a aurora renascentista e a evolução cultural, científica e humana, pelos caminhos da educação, que terminam por descobrir, três séculos depois, no admirável mundo moderno, a era das Constituições, dos direitos fundamentais de 1a., 2a., 3a. e 4a. gerações, e a convicção de que todos os seres humanos têm dignidade própria e o direito à educação para habilitar-se em sua inserção no mundo.

E cada ser humano recebe esta vocação, desde a concepção, pois os seres humanos são seres humanos desde a concepção – e não como alardeiam, os áulicos da conveniência e do egoísmo, apenas após o nascimento.

Hoje, o elemento diferencial que distingue – não se pode ainda falar em uma civilização pós-moderna do século XXI à falta de detecção de seus elementos conformadores – o universo de mais de 200 nações é a educação, a qual permite o crescimento de todos os cidadãos do mundo, que travam sua luta pela construção de tempos melhores. Só desta forma haverá possibilidade de criar-se e ofertar-se à humanidade melhores condições de preparo e melhor qualidade de vida.

 

Ives Gandra da Silva Martins – Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIP, UNIFIEO, UNIFMU, do CIEE/O ESTADO DE SÃO PAULO, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército – ECEME, Superior de Guerra – ESG e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa das Universidades de Craiova (Romênia) e da PUC-Paraná, e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal); Presidente do Conselho Superior de Direito da FECOMERCIO – SP; Fundador e Presidente Honorário do Centro de Extensão Universitária – CEU/Instituto Internacional de Ciências Sociais – IICS.


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