HÁ 50 ANOS – Acontecimentos de 31 de Mar 64

- Às 5 horas da manhã, o general Olímpio Mourão filho telefona de Juiz de Fora para o Rio e São Paulo, comunicando a vários militares de sua confiança a decisão de marchar sobre o Rio.

- Às 7 horas, o general Jaime Portela liga para o general Costa e Silva comunicando que “Minas vem aí” e insistindo que o futuro Minbistro da Guerra deixe sua casa e se hospede com amigos, no que é atendido.

- Às 9 horas, o general Castelo Branco tenta em vão conter a Marcha de Mourão Filho, ligando para José Luiz Magalhães Lins, sobrinho do governador de Monas Gerais, mas é tarde demais. Castelo diz então que a alternativa agora é “apoiar Mourão”.

- Às 10 horas, o presidente Goulart recebe telefonema de JK avisando da decisão do general Mourão que lhe fora comunicada pelo deputado José Maria Alkmin. João Goulart, aparentemente, não dá importância a informação.

- Às 10:15 horas, o general Castelo Branco vai para o seu gabinete no Estado-Maior do Exército, no Ministério da Guerra, onde trabalhará por toda a tarde.

- Às 11 horas, uma reunião do presidente Goulart com o Chefe da Casa Militar, general Assis Brasil e com os ministros da Marinha e Aeronáutia (a da Guerra estava recem operado) decide a prisão do general Castelo Branco pelo comandante do I Exército, General Morais Âncora, que resolve retardar o cumprimento da ordem.

- Às 12 horas, de comum acordo com Costa e Silva e Castelo Branco, o general Cordeiro de Farias voa para o Paraná para controlar possível reação do Sul.

- Às 14 horas, Castelo Branco recebe ligação dizendo “que pode ser preso a qualquer momento”. Mais tarde, recebe a visita de Costa e Silva.

- As rádios de Minas Gerais captam a voz do general Olímpio Mourão Filho diretamente de Juiz de Fora, lançando manifesto à Nação e convocando “todos os brasileiros a restaurar os domínios da Constituição” e acusando o presidente Goulart de se tornar, ele mesmo, chefe do primeiro governo comunista.

- Às 17:50 horas, o general Castelo Branco assume o comando das articulações e segue para o “Estado mais informal”, como chama um apartamento do edifício Igrejinha em Copacabana. Ali permanece toda a noite chuvosa com três outros oficiais: Ademar de Queiroz, Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva.

- Perto da meia-noite, o comandante do II Exército, general Amauri Kruel, comunica sua adesão ao movimento e determina a marcha de suas tropas para o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

- O Governador Carlos Lacerda articula-se com civis e militares armados e permanece no Palácio Guanabara disposto a resistir às ameaças de invasão atribuidas ao almirante Cândido Aragão, comandante dos Fuzileiros Navais.

 MANCHETE DOS JORNAIS

Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – Editorial

Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.
Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.

“Quem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão fulminante quanto a do Sr. João Goulart a partir do comício de 13 de março…”

 

FOLHA DA TARDE – do editorial, A GRANDE AMEAÇA

“… cuja subversão além de bloquear os dispositivos de segurança de todo o hemisfério, lançaria nas garras do totalitarismo vermelho, a maior população latina do mundo…”

 

CORREIO DA MANHÃ – do editorial, BASTA!

“O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!”


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