HÁ 50 ANOS – Acontecimentos de Abr 63

01/04/63 – Mesmo grupo do congresso pró-Cuba propõe “Encontro de Solidariedade aos Presos Políticos do Paraguai”.

                    Morre, no Rio de Janeiro, o ex-ministro João Neves da Fontoura.

                    Fracassa a paralisação de ônibus, bondes e lotações.

03/04/60 – Quatro diretores destituídos do Sindicato dos Estivadores mandam requerimento ao delegado regional do trabalho, acusando o Ministro do Trabalho, Almino Afonso, de ser o principal responsável pelos problemas e agitação na estiva.

                    Polícia carioca proíbe comício da União Nacional dos Estudantes, do Comando Geral dos Trabalhadores e da Frente Parlamentar Nacionalista.

                    França apela à Corte de Haia para resolver a crise denominada “guerra das lagostas”.

04/04/63 – O ministro do Trabalho defende a regulamentação do Comando Geral dos Trabalhadores.

08/04/63 – Deputados Francisco Julião e Adão Pereira Nunes são acusados pelo lavrador João Batista Coelho Filho de instalarem ligas camponesas em Campos (Mocotó, Imbi), onde são apreendidas armas.

                  Comício de desagravo ao presidente Goulart, organizado pela UNE, pela CGT e pelo deputado Max da Costa Santos.

No aniversário do I Batalhão de Guardas, na Guanabara, o comandante do I Exército, Gen Osvino Ferreira Alves, diz que João Goulart é “Vargas redivivo”.

                  O deputado Raimundo Padilha instaura CPI n Câmara Federal para apurar emprego de verbas federais na UNE e na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, para financiar a subversão.

                  O boxeador Eder Jofre mantém título mundial dos “galos”, ao derrotar o japonês Aoki, em Tóquio.

 09/04/63 – O Ministro da Guerra exige explicações sobre pronunciamento político do comandante do I Exército e manifestações da tropa. Oficialidade reúne-se em Brasília e ouve do Gen Kruel que “ideologias não servem ao País”.

                    Fala-se no afastamento do Gen Osvino do I Exército, e CGT afirma, em nota à imprensa, que qualquer golpe, “tipo gorilista”, não vingará no Brasil.

15/04/63 – San Tiago Dantas denuncia “esquerda negativa que desmoraliza o Congresso”.

16/04/63 – O presidente João Goulart se encontra com os comandantes dos I, II, III e IV Exércitos (Osvino Ferreira Alves, Peri Bevilacqua, Jair Dantas Ribeiro e Castelo Branco, respectivamente), o Ministro da Guerra (Amaury Kruel) e o chefe da Casa Militar (Albino Silva), em almoço. Segundo o presidente, “há eloquente demonstração de unidade que devolve paz ao País”.

17/04/63 – Greve no Porto do Rio de Janeiro, por causa de designação de “persona non grata” ao Comando Geral dos Trabalhadores para o cargo de subinspetor da 1ª Inspetoria.

18/04/63 – O ex-presidente Kubitschek critica a política econômica do governo.

                  Discurso do deputado Amaral Peixoto, na Câmara Federal, acusa Leonel Brizola e o PTB de receberem dinheiro da Embaixada da Checoslováquia, por intermédio do Banco de Londres, para beneficiar setores do partido na Guanabara.

                  Instaurada CPI na Câmara para apurar atividades do IBAD e do IPES.

19/04/63 – Em palestra na Faculdade Nacional de Direito, no Rio, o Ministro do Trabalho, Almino Afonso, pede a estudantes que “sejam mais rebeldes”.

                  Violenta ressaca no Rio causa grandes prejuízos e mata uma pessoa.

21/04/63 – Em comício no Núcleo Bandeirantes, o presidente Goulart inocenta Brizola de responsabilidade nas manifestações populares violentas registradas em todo o País e diz que “pressões populares são legítimas”.

22/04/63 – O presidente Goulart viaja para o Chile, Ali afirma que “só na ordem jurídica está a solução dos problemas do povo”.

23/04/63 – Nota oficial do Movimento Sindical Democrático (MSD) diz que CGT não pode falar em nome de todos os sindicatos..

                  San Tiago Dantas diz, em Belo Horizonte, que “ou se detém a inflação ou se rompe a unidade nacional”.

28/04/63 – Em Curitiba, o governador Carlos Lacerda diz que “os que querem a desordem, pretendem chegar ao comunismo no Brasil”.

                  Os governadores Lacerda e Ademar de Barros aliam-se para estudar um modo de impedir a reforma da Constituição.

29/04/63 – Em mensagem aos trabalhadores, a ser divulgada em 1º de maio, a Organização Regional do Trabalho e a Confederação Latino-Americana de Sindicatos Cristãos alertam para o perigo comunista.


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