A Revista do Clube

Na assembleia de fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, o Almirante Arthur Silveira Mattos – Barão de Jaceguai, pediu que constasse nos Estatutos da novel associação a previsão de uma revista, que deveria “propugnar pelos interesses da classe”, dentre os quais destacava as “ordenanças para o Exército e a Armada; a necessidade da abolição dos castigos corporais (penas de açoite) na Armada Nacional e outros assuntos…”

O período histórico tumultuado, a libertação dos escravos, a proclamação da República, os choques internos dos primeiros anos do novo regime, o papel preponderante dos militares na vida política e partidária do país, o esforço pela construção da sede própria, os fechamentos do Clube Militar, tudo conspirou para que essa aspiração fosse postergada.

Somente em 15 de novembro de 1926, 39 anos após a criação do Clube Militar, sob a presidência do General João de Deus Mena Barreto, foi lançado o primeiro número da Revista do Clube Militar.

 Edição 442

Capa da 1ª edição da Revista do Clube Militar

 

Em suas “Palavras Iniciaes” lemos:

Com o intuito de realizar uma justa aspiração, há longos anos afagada pelo Clube Militar, vem hoje a lume esta despretensiosa Revista…”.

Órgão de uma associação de classe, identificada com os grandes ideais de nossa evolução social, esta Revista oferecerá um campo vasto de ação profícua em todos os assuntos de real valor para a coletividade armada…

O interesse que a deve animar não difere essencialmente do colimado pela massa geral da nação. O mesmo amor pela Pátria, o mesmo anelo de sua prosperidade mental, econômica, moral e política, devem palpitar com isocronismo em todos os corações”.

Com periodicidade variável, a circulação da revista só foi interrompida duas vezes.

A primeira, em 1950, quando deixou de circular por seis meses, por decisão de assembleia geral de 560 sócios, após intensas críticas por ter publicado matéria controversa e não assinada sobre a Guerra da Coreia, na qual eram atacadas a ação da ONU naquele país e a posição do governo brasileiro. Voltou a circular em março de 1951, somente com artigos assinados; Na época, confrontavam-se dois grupos de sócios, um formado por comunistas e simpatizantes, e outro composto por defensores da democracia, que foi denominado “Cruzada Democrática”.

A segunda, em 1964, “em virtude dos altos custos do papel de impressão”. Deixou de ser publicada por cinco anos. No mesmo período circulou, como órgão de divulgação, a publicação “Notícias do Clube Militar”, de confecção mais simples e econômica.

A Revista voltaria a circular em 26 de junho de 1969, com o lançamento de sua edição nº 165.

Em sua longa existência, a Revista cobriu os mais variados temas, desde assuntos militares, fatos e personagens históricos, passando por tópicos de grande interesse nacional, como petróleo, materiais nucleares, transporte, energia, comunicações, hidrovias, ferrovias, educação, geopolítica, Amazônia, Pantanal, Guerra Fria, indígenas, comunismo, democracia e muitos outros.

Ao longo dos anos, a Revista do Clube Militar criou justa reputação de qualidade e de seriedade, sendo um dos veículos de maior influência e penetração de que o Clube dispõe, não somente junto a seus sócios em todo o país, mas, também, à população em geral.

 


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