A Revolta da Armada e o Governo do Marechal Hermes

Ainda em 1908 foi aprovada proposta do Cap Ticiano Daemon para a criação, no seio do Clube Militar, de uma instituição denominada “Assistência Militar”, cujo fim era dar à família de todo associado falecido a quantia de um conto de réis, em troca de uma mensalidade de três mil réis.

Em 1909, com o falecimento do Presidente Afonso Pena, assumiu o governo o Vice-Presidente, Nilo Peçanha, que governaria até o final do mandato, em 1910. Assim ensina Pedro Calmon, na sua “História da Civilização Brasileira”:

“O candidato oficial à sucessão foi o Marechal Hermes, apoiado pela maioria política e pelas Forças Armadas. O candidato de oposição, ‘civilista’, foi Rui Barbosa. Memorável campanha eleitoral agitou o país. Eleito o marechal, o seu quadriênio foi atribulado, não raro trágico, não somente pelas desordens frequentes, como pela ‘derrubada’, que se operou nos Estados, com a imposição de governadores do agrado de Pinheiro Machado, então supremo árbitro da situação.”

Hermes assumiu o governo em 15 de novembro de 1910, e, uma semana depois, eclodiu uma revolta levada a efeito por marinheiros, que se apossaram dos principais navios da esquadra, tendo como um dos cabeças o marinheiro João Cândido. Essa revolta, conhecida como “Revolta da Chibata”, acabou mediante uma anistia concedida pelo Congresso. Pouco tempo depois, ocorreu a revolta do Batalhão Naval, aquartelado na Ilha das Cobras, que também foi debelada.

Em ambos os casos, o Clube Militar esteve ao lado da legalidade, o que lhe rendeu expressivo agradecimento do Clube Naval.

Apesar do ambiente político tumultuado, no ano de 1910 surgiram alguns eventos de relevo, como o início do trabalho de habilitação de viúvas de militares ao montepio e meio soldo, o reconhecimento da condição de sócios em trânsito aos adidos militares estrangeiros e o destino a dar aos salões, quartos, bar e ao pavimento térreo da nova sede em construção, que seria inaugurada no dia 14 de julho daquele ano, com a presença do Presidente da República - ainda Nilo Peçanha -, ministros de Estado e altas autoridades.

 Sede Antiga

 1ª Sede própria do Clube Militar em 1930

Nesta época o Clube Militar era apenas usufrutuário do terreno e do edifício, que era considerado próprio nacional, por ter sido construído com recursos públicos. Somente anos mais tarde, em 1931, foi feita a doação do terreno e do edifício ao Clube, isentando-o de todos os impostos enquanto nele funcionar o Clube Militar.

 Foto sede CM Antiga

 Foto rara da Praça Marechal Floriano (Cinelândia)

Da esquerda para a direita: Restos da demolição do Convento da Ajuda – realizada em 1911 –, Palácio Pedro Ernesto, Theatro Municipal, Escola Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Supremo Tribunal Federal, Clube Militar

 

Em 19 de julho de 1911 foi nomeada comissão da diretoria para estudar “a questão de construção de casas para os sócios do Clube”.

Ainda nesse ano o Clube contratou “serviços profissionais de um advogado para atender gratuitamente às consultas dos sócios e seus herdeiros, sobre questões relativas a soldo, patentes, reformas, processos de exercícios findos, direito ao montepio, meio soldo e pensões pagas pelo governo; sobre recebimento de pecúlio ou pensão instituídos na Assistência e Montepio do Clube”…

 

 


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