A Revolta da Vacina

No final de 1904, o Rio de Janeiro foi abalado pela questão da vacina obrigatória contra a varíola, o que, inclusive, envolveu o Clube Militar. Em 14 de novembro, sócios reuniram-se na sede e, sem o conhecimento ou aprovação do Presidente - General Leite de Castro - resolveram derrubar o governo, apoiados pela revolta popular causada pelas grandes demolições e pela obrigação da vacina, imposta por lei. Da reunião participou ativamente o Ten Cel Lauro Sodré, membro da Diretoria do Clube.

Saindo da reunião no Clube, o Maj Gomes de Castro dirigiu-se à Escola Militar de Realengo, onde acabou preso por seu comandante, Marechal Hermes da Fonseca. Por sua vez, o Gen Silvestre Rodrigues Travassos e o Ten Cel Lauro Sodré dirigiram-se à Escola Militar da Praia Vermelha, onde sublevaram grande parte dos alunos. Saindo às ruas de Botafogo, travaram combate rápido e violento com as tropas legalistas, comandadas pelo Gen Carlos Piragibe, às dez horas da noite, na Rua da Passagem. Os alunos debandaram e retornaram à Escola Militar, onde foram presos e, mais tarde, desligados. Em consequência dos ferimentos recebidos, o Gen Travassos morreria dias depois. Lauro Sodré, também ferido, recolheu-se à casa de um amigo, mas acabou preso e recolhido a um navio de guerra onde, por mais de dez meses, permaneceu detido.

 Lauro Sodré

Ten Cel Lauro Nina Sodré e Silva

 Serenados os ânimos, em 1905, o Clube iniciou negociações para levantar empréstimo de 500 contos de réis a serem empregados na construção da nova sede e seu mobiliário.

Em 5 de setembro, com a anistia aos envolvidos na Revolta da Vacina, o Vice-Presidente do Clube, Ten Cel Lauro Nina Sodré e Castro, reassumiu seu cargo na diretoria.

Em 15 de novembro era festivamente inaugurada a Avenida Central.

Durante o ano de 1907, intensos debates concluíram com a aprovação dos Estatutos da Caixa Beneficente e eleição de sua diretoria.

No início de 1908 foi sancionada pelo Presidente da República a Lei do Serviço Militar Obrigatório, culminando intensa atividade do Clube em apoio à aprovação da mesma, proposta e defendida pelo poeta Olavo Bilac e pelo Ministro da Guerra, Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca.


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