O CAOS DO FIM OU O FIM DO CAOS?

Topo Campanha [08abr15]

O CAOS DO FIM OU O FIM DO CAOS?

Sérgio Roberto Braga de Sá

“Um método de ação governamental e de conduta administrativa, degradando, em consequência de atos tão ignóbeis, a própria dignidade da política, fazendo-a descer ao plano subalterno da delinquência institucional.” Com estas palavras contundentes, o decano dos ministros do STF, Celso de Mello, descreveu, recentemente, o maior escândalo de corrupção conhecido em nosso planeta: o nefasto Petrolão.

Diante deste diagnóstico preciso, feito por uma das maiores autoridades do Poder Judiciário brasileiro, é cabível a indagação: estaríamos chegando ao caos do fim, ou caminhamos, enfim, para uma mudança comportamental do eleitorado, que poderá significar, a longo prazo, o fim do caos?

Neste momento em que o Clube Militar comemora seis meses de sucesso da Campanha pela Moralidade Nacional, tudo indica que o impeachment da Presidente da República encontra-se cada vez mais próximo, como uma realidade necessária e inadiável que, não materializada, poderá levar o país a uma situação ainda mais aterrorizante do que a atual. O Financial Times, ao comparar o cenário brasileiro a “um filme de terror sem fim”, sabia muito bem sobre o que opinava.

No quadro político-moral-econômico atual, o Governo Dilma encontra-se sob avaliação do Tribunal de Contas da União, devido às notórias pedaladas fiscais, e também no Tribunal Superior Eleitoral, que investiga a possibilidade de abuso de poder e financiamento de origem ilícita na última campanha à Presidência da República.

Simultaneamente, o Ministério Público investiga os dois presidentes das Casas do Parlamento e treze senadores, enquanto em torno de 40% do Legislativo encontra-se envolvido em algum processo judicial.

Paralelamente, inúmeras outras desgraças assombram a vida dos brasileiros que trabalham honestamente para sobreviver: o desemprego já atinge 8,3% da população ativa; a produção industrial de julho caiu 8,9% em relação ao mesmo período de 2014; a carga tributária brasileira está estratosférica (35,95% do Produto Interno Bruto), em contrapartida a serviços públicos de péssima qualidade; o dólar beira os R$ 4,00; foi retirado o selo de bom pagador do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s; houve encolhimento de 1,9% na economia no 2º trimestre, enquanto a União, os Estados e os Municípios aumentaram seus gastos em 0,7%; no mesmo período, as famílias diminuíram o consumo em 2,1% e as indústrias diminuíram os seus investimentos em 4,3%; a Ciência atravessa o pior período em 20 anos: o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi reduzido em 25%, e o do Ministério da Educação e Cultura em 9%; a Saúde, que já está na UTI há muito tempo, respirando com a ajuda de aparelhos, teve, recentemente, mais cortes …

Surpreendentemente, em meio às catastróficas situações acima descritas, o Governo propõe ao Congresso um orçamento com um déficit de R$ 30.000.000.000,00 para 2016 (ao ver essa cifra, não pude deixar de lembrar que um cálculo apresentado durante a reunião do Conselho de Administração da Petrobrás realizada no dia 27 de janeiro de 2015 indicava a necessidade de uma baixa contábil de R$ 88,6 bilhões nos ativos da companhia referentes às perdas com corrupção ligadas à Operação Lava Jato. Entretanto, segundo a então presidente da empresa, Graça Foster, a metodologia usada não fora considerada adequada). Continuando: o governo fala em corte de 10 Ministérios, mas não o implementa, nem informa quais serão cortados; aumenta os juros; assiste, passivo, ao surgimento de 54 milhões de inadimplentes no Brasil; vê piorarem os índices de confiança do Comércio e do setor de Serviços; planeja aumentar impostos, como o IPI, o IOF, a Cide e o Imposto de Renda; tenta, a qualquer custo, retornar com a CPMF, agora com a justificativa de cobrir rombo na Previdência Social; mas mantém, do alto do Olimpo, os mais de 113.000 cargos de confiança do Poder Executivo Federal (segundo denúncia feita pelo jornal o Estado de São Paulo, em 3/1/2015, na página A3, e lembrada pelo ilustre jurista Ives Gandra da Silva Martins em excelente artigo no mesmo jornal, datado de 1/9/2015).

Somem-se a tudo isso a violência urbana crescente (com mais de 60.000 homicídios por ano), o corte de benefícios sociais e a desilusão generalizada com a política, e teremos um meio de cultura perigosíssimo, cujas consequências poderão ser ainda mais desastrosas para a Nação. Estaríamos chegando ao caos do fim?

Que os homens de Bem de nosso país se mexam, e que Deus nos aponte um caminho, livrando-nos do Mal. Amém.

 

Sérgio Roberto Braga de Sá é médico, bacharel em Direito, especialista em Direito Público, 2º Tenente R2 do Exército Brasileiro e sócio do Clube Militar.


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