O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR

Topo documento [27jun17] Educação no Brasil

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:

“SEMANA DO SOLDADO”

Gen Gilberto Pimentel

Presidente do Clube Militar

15 de agosto de 2017

 

“BRAÇO FORTE, MÃO AMIGA” – qual será o verdadeiro significado dessa assertiva?

A cada dia esse valor parece decrescer e, paradoxalmente, sua necessidade aumentar. Até quando? Muitos se perguntam com inquietante razão. Ainda assistimos governantes não darem a verdadeira importância à “guarda do Rei”. Ainda vemos dirigentes nacionais desconhecerem a capital necessidade de um Poder Militar verdadeiramente potente e consoante à grandeza do Brasil, um país continental. Ainda percebemos, talvez em virtude da boca entortada pelo hábito, uma elite política irresponsável bater às portas dos quartéis na certeza de encontrar soluções, muita vez equivocadamente, para problemas por ela criados.

Até quando?

Como disse, há pouco, o Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas: “Conduzo seguidas reuniões sobre a gestão dos cortes orçamentários impostos ao Exército. Fazemos nosso dever de casa, mas há limites”. De fato, ao longo da história recente, nota-se uma sucessão de cortes impostos à Força Terrestre, independente do matiz do governo que se estabelece. Todos, invariavelmente, adotam a postura de ignorar os prejuizos à operacionalidade da Instituição que tem que estar, permanentemente, adestrada e pronta para ser empregada em defesa da nossa soberania e integridade. De modo oposto, esses mesmos governantes não se pejam de buscar no Exército Brasileiro, constantemente, soluções para os mais diversos problemas com que se veem a braço. A coisa se passa como se o nosso orgulho de “cumprir sempre a missão” pudesse ser usado inesgotavelmente e sem ônus para os cofres públicos.

Desta vez, a própria Força afirma, os cortes hão de impactar as ações de vigilância nas fronteiras terrestres, o apoio em missões especiais de segurança pública e as atividades em parceria com a defesa civil, obviamente, isto além das medidas administrativas rotineiras e de adestramento dos quadros.

E o que vemos senão as tropas das FFAA enveredando pelas perigosas ruas do Rio de Janeiro na busca da cura para a violência perpetrada aos seus cidadãos?

Olvidando, momentaneamente, a questão da inquietante falta de reciprocidade administrativo-financeira nos empregos já costumeiros das Forças Militares em missões outras que as suas tradicionais, ocorre o totalmente indesejável desgaste da Instituição imiscuída na vida diária da população, fazendo papel de polícia e sofrendo os percalços inerentes, muitas vezes submetendo seus homens aos riscos de serem tratados como agressores dos direitos humanos por setores, comprovadamente, à espreita de oportunidades para atacarem, por viés doutrinário,  aqueles que saíram de seus quartéis a procura de ajudar seus concidadãos.

Realmente, os limites estão sendo ultrapassados! Como percebeu, até mesmo, o atual Ministro da Defesa, assim como seus antecessores, autoridade não conhecedora dos meandros da arte militar: “há uma “banalização” do uso das Forças Armadas para ações de segurança pública por meio de decretos de garantia da lei e da ordem”. Será que também essa banalização não tem um preço? Será que a crise da segurança pública que a está gerando é compensatória?

Que a data de hoje, o Dia do Soldado, nos inspire nos exemplos dignificantes de nosso heroico patrono, o Duque de Caxias, também político exemplar, a pensar e repensar as verdadeiras e dignas missões do Exército Brasileiro.


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