O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR

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O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:

“BRASIL, PAÍS DE LADRÕES”: CAPA DE REVISTA NAS BANCAS

 

Gen Gilberto Pimentel

Presidente do Clube Militar

11 de setembro de 2017

 

 

Uma manchete óbvia, mais do que esperada. Estou certo que para muitos de nós já terá ocorrido a ideia do uso dessa expressão, seja para titular um artigo, seja para desabafar sua indignação diante do que ocorre no nosso País. Eu mesmo, confesso, já cheguei a rabiscar algo semelhante, mas recuei por pura vergonha.

Vergonha de endossar a visão que o mundo inteiro tem de nós. Somos hoje um país desabonado, troçado, desacreditado e, de quebra, considerado o mais corrupto na face da terra, legado maior de nossos últimos governantes.

Vergonha por saber que, nem de longe, nosso povo constitui um país de ladrões, mas ter que admitir que aceita passiva e mansamente ser dominado pela pior espécie de malandros, trapaceiros e vigaristas engravatados.

Vergonha das gerações que aí estão, prontas a nos suceder, na certeza de que a nossa, decididamente, já desperdiçou a oportunidade de lhes entregar o País que eles mereceriam.

Vergonha da política e dos “políticos”, homens sem nenhuma estatura moral, nem qualquer qualidade relevante que os habilite ao exercício da função pública. Desonestos ao extremo, além de um outro ingrediente que considero devastador na personalidade de um ser humano, mais ainda na de quem se propõe representar os interesses de pessoas humildes e carentes: são desalmados.

Vergonha da Justiça Brasileira, que é leniente, extremamente lenta, desigual no tratamento, nem sempre honesta. Justiça que na situação de exceção que vivemos protela decisões por “falta de provas”, que estão à vista de todos; que solta marginais como o ladrão baiano dos 51 milhões; que vive, buscando meios de evitar o “abuso da autoridade”, mas não o abuso dos advogados milionários cujos soldos provém, e todos sabemos, de dinheiro sujo de sangue, produto de roubo dos cofres públicos; Justiça que vai assistir a maioria desses bandidos, como o deputado baiano, ocasionalmente descoberto, chegar a 2018 em condições de comprar o voto de ingênuos eleitores com milhões por aí camuflados.

Essa justiça não faz Justiça. Diante dessa tragédia não será difícil aparecer um “maluco” por aí. E ser bem-vindo.


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