O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR

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O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:

O QUE DESEJAM, DE FATO, DAS FFAA? 

 

Gen Gilberto Rodrigues Pimentel

Presidente do Clube Militar

21 de setembro de 2017

“O que tiver que ser feito, terá que ser feito. Se o Exército tiver que ser empregado no Rio de Janeiro em defesa do cidadão desamparado, que seja. Mas que venha devidamente protegido por dispositivos legais que lhe garantam agir com liberdade e total independência para impor a sua força aos bandidos comuns e fora do alcance de quaisquer ordens, da subordinação ou da influência que partam dos bandidos oficiais que “governam” esse pobre estado da federação. Assim penso”. (23 agosto)

Pois é, lembro que dentre tantas outras considerações, dissemos isso quando se cogitou, uma vez mais, do emprego das FFAA em ações de segurança pública no território fluminense. Recordo ter dito também que se os nossos chefes militares não se mantivessem muito atentos, dentro de pouco tempo a malta que governa o Rio ousaria atribuir a elas responsabilidades por todas as mazelas que afligem a sofrida população estadual.

Os ingredientes estavam todos postos: um Ministro da Defesa que não é do ramo, político, falando demais e cheio de outros interesses pessoais como os que o antecederam; um estado falido economicamente, sem ordem e à beira da miséria social, não havendo exagero em dizer isso, pois basta circular por nossas ruas, bairros e subúrbios para constatar o que afirmamos; uma força policial sofrida, desequipada, mal ou até nem paga, literalmente atirada à própria sorte por governantes ineptos e/ou corruptos; o domínio absoluto de inúmeras comunidades pela bandidagem armada e equipada numa dimensão jamais vista; um estado corrompido em todas as suas instâncias.

Nessas condições e nesse meio ambiente, empregar as FFAA sem que seus chefes tenham autonomia para, como preveem a Constituição e as leis, assumirem o controle total das operações e dos órgãos nelas envolvidos, não é simplesmente um erro de avaliação, é a certeza do desgaste e da desmoralização dos militares.

É um crime!


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