ARTIGO / NOTÍCIA

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Promotores do Caos

Promotores do Caos

Major-Brigadeiro Jaime Rodrigues Sanchez

Não falta mais nada! Definitivamente o rabo está abanando o cachorro.
Desde o início do governo Bolsonaro, a Suprema Corte adota medidas de toda natureza para interferir nas ações do Executivo.
Recentemente, a CNN publicou matéria afirmando que “Militares da ativa e da reserva, além de integrantes do governo avaliaram documento que analisa 123 decisões, de 2019 a 2021, de magistrados do Supremo Tribunal Federal. A lista é usada, tanto pela ala militar quanto pelos civis ligados ao governo, para explicar que ministros do STF teriam extrapolado nos autos e que as decisões teriam provocado o início de instabilidades entre os poderes executivo e judiciário”.
Independentemente da veracidade da notícia, atos como o impedimento da extinção de conselhos, bloqueio da nomeação do diretor da Polícia Federal, a divulgação de reunião ministerial e muitos outros são inaceitáveis, cuja falta de uma enérgica reação institucional encoraja atores de menor hierarquia a aventurar-se no mesmo caminho.
O último e inadmissível episódio foi o do Senador que saiu do baixo clero diretamente para ser eleito presidente do Senado em 2019, fato que está virando rotina naquela Casa, com o objetivo de tornarem-se paus mandados do sistema, numa eleição marcada por polêmicas e tentativa de trapaça. Esse senador, buscando espaço na mídia e cacife para uma próxima eleição, arvora-se de censor para a escolha de ministros da Suprema Corte e tenta barrar a indicação de André Mendonça, deixando o plenário durante longo tempo com um número par de ministros, o que permite empate em votações importantes, provocando o voto de minerva.
Alvo de duas investigações no Supremo, Alcolumbre arquivou pela segunda vez, quando presidente, o pedido de instalação da CPI do judiciário, a chamada lava-toga.
Sua atitude destrambelhada, que chegou a ameaçar adiar a sabatina de André Mendonça para 2023, não apenas usurpa uma atribuição constitucional do Presidente, de indicar ministros para o STF, como contaria frontalmente o Regimento Interno do Senado, que estabelece um prazo de 20 dias para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça levar a julgamento as indicações do Presidente da República para os diversos cargos da sua alçada.
A imprensa marrom especula ainda a possibilidade de o nome de Mendonça ser reprovado em plenário por não preencher os requisitos para o cargo de ministro do STF, apesar de ele haver exercido as funções de Advogado Geral da União e de Ministro da Justiça.
Fora o fato de ele ser um “lavajatista”, podemos ainda destacar no seu currículo.
• Formado em ciências jurídicas e sociais em 1993 pela Instituição Toledo de Ensino;
• Realizou especialização em direito público pela Universidade de Brasília;
• Mestrado pela Universidade de Salamanca, Espanha;
• Professor do curso de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Brasília; e
• Professor visitante em Salamanca e na Fundação Getulio Vargas.
Com todo esse cabedal, comparado ao que temos hoje na Suprema Corte, talvez fosse o caso de dispensar a sabatina do Senado e credenciá-lo “hors concours”.
É público e notório que estamos há vários meses vivendo sob uma ditadura do Judiciário, com a complacência do Executivo e do Legislativo, um por insegurança e outro por comprometimento, arrebatada através de manobras ilegais e criando uma brutal insegurança jurídica, provocada por sucessivas decisões autoritárias e inconstitucionais, cujas consequências estão conduzindo o País a uma situação caótica.
Seria necessário um calhamaço interminável para descrever as ações que nos projetaram no imbróglio atual, mas a razão disso é simples e cristalina: devolver o poder àqueles que se locupletaram às custas da ruína da Nação em 30 anos de governo social/comunista.
Como se não bastasse, querem fazê-lo levando de volta à presidência a criatura mais corrupta do mundo, simplesmente apagando a canetadas as sentenças de três instâncias, 10 juízes, todos por unanimidade, com um total de 400 recursos apenas no caso do triplex.
A pergunta que avulta é como fica a imagem do Brasil no cenário internacional e como as Forças Armadas poderiam servir a um Comandante-supremo com tamanha ficha criminal comprovada?
Quando o final do caos se aproxima e surge uma luz no fim do túnel para o País voltar à normalidade, eles criam outro factoide ou desenterram um esqueleto para manter a corda esticada.
Para substituir o transtorno causado pela pandemia e pela CPI, que começam a sair do radar, os promotores do caos retomam o debate da cassação da chapa presidencial e encontram, numa ação de autoria de Marina Silva e Guilherme Boulos, vestígios de um possível financiamento da invasão de um hacker que teria turbinado a candidatura do presidente Jair Bolsonaro em 2018.
Com isso, o TSE anuncia que poderá pautar para outubro o julgamento da chapa presidencial que já responde a quatro ações.
O que caracteriza muito bem essa cruzada do mau contra o País, perpetrada pelas hienas agourentas, é uma declaração atribuída ao deputado Paulinho da Força. Não aquele boato horroroso que circula nas redes sociais, mas uma afirmação não menos esclarecedora, publicada pelo jornal Estado de São Paulo, referindo-se à campanha orquestrada para a desidratação da reforma da previdência: “Com esse discurso, tenho certeza de que a gente traz todo mundo do Centrão, porque ninguém quer a reeleição de Bolsonaro”.
E o gado segue ouvindo música clássica a caminho do matadouro.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS.

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