ARTIGO / NOTÍCIA

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A independência e a supremacia do povo brasileiro

A independência e a supremacia do povo brasileiro

Sérgio Pinto Monteiro

Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2021.
Sérgio Pinto Monteiro
Professor, Historiador e Oficial da Reserva do Exército

Há 199 anos surgia o Brasil, nação independente e soberana. O processo teve origem em diversos movimentos separatistas, principalmente em Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, os primeiros ainda no século 17, estendendo-se até o final do século 18. Finalmente, em 7 de Setembro de 1822, consumou-se a nossa emancipação das cortes portuguesas. O príncipe Dom Pedro, regente e capitão-general do Brasil, por duas vezes fora chamado de volta a Portugal. Nas duas, negou-se a partir. Dois “gritos” marcaram a separação definitiva e, em ambos, a vontade do povo prevaleceu: o primeiro, numa sacada, quando D. Pedro, atendendo ao clamor popular, bradou “... diga ao povo que fico”; o outro, às margens do riacho Ipiranga, espada desembainhada, proclamando a nossa independência, selada com o juramento “... pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil... Independência ou Morte”.
Ao longo da história, brasileiros de todas as raças, credos e profissões, lutaram e tombaram pela Pátria. Sempre em defesa da liberdade do povo e da soberania do país. Liberdade é, pois, um dos valores mais caros a nós brasileiros e dela jamais abriremos mão. Derrotamos, muitas vezes à custa de vidas heroicas, todas as tentativas de subjugar o Brasil - e seu povo - a regimes que não se coadunavam com os princípios que forjaram a nacionalidade. A história registra inúmeros acontecimentos onde a vontade popular prevaleceu. D. Pedro “ficou” e fez a nossa Independência ao clamor da população. D. Pedro II aprovou as chamadas leis abolicionistas que, gradualmente, desde 1850, reduziram a escravidão no Brasil, finalmente extinta, em 1888, pela Princesa Isabel. Em tempos mais atuais, durante a II Guerra Mundial, diante dos ataques de submarinos alemães e italianos em nosso litoral, o Presidente Getúlio Vargas, pressionado pelo povo brasileiro nas ruas, declarou guerra, inicialmente à Alemanha Nazista e à Itália Fascista, e posteriormente, ao Japão. Em 1964, insatisfeito com os rumos autoritários com que o governo de então conduzia o país em direção ao socialismo soviético, novamente o povo foi às ruas, pedindo socorro às nossas Forças Armadas, nas famosas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”.
Neste 7 de Setembro de 2021, mais uma vez, o povo brasileiro estará nas ruas. Há uma grave crise em curso no país. Ameaças explícitas - e outras difusas - rondam a nossa Pátria, palavra “politicamente incorreta” para alguns maus brasileiros que dela fogem como os vampiros de Hollywood temem a cruz. A liberdade e a democracia, que tanto defendemos em toda a sua plenitude como essencial à vida em sociedade, estão sob ataque de procedimentos, interpretações e formulações inaceitáveis, equivocadas e, por vezes, esdrúxulas. O cenário é explosivo. O Presidente da República, eleito pelo povo, mal consegue governar. Desde a posse, seus inconformados opositores desencadeiam uma enxurrada de atitudes, que em nada se assemelha ao que se espera de uma oposição responsável e consciente. Os objetivos dos adversários são indisfarçáveis: derrubar o governo e - como afirmou um dos seus líderes - tomar o poder. Ou seja, usar a própria democracia para destruí-la e o estado de direito, como ferramenta para suprimi-lo, velhas táticas de regimes autoritários. Nesse contexto, aliaram-se, em união incestuosa, de um lado políticos e congressistas corruptos e oportunistas. De outro, comunistas jurássicos sedentos de poder. Ainda como parceiros irresponsáveis e sinistros, uns poucos membros do Judiciário - que se julgam inatingíveis - e ferem, diuturna e mortalmente, a liberdade de expressão e opinião, bem como outros dispositivos da Constituição Federal e de todo o arcabouço legal do país.
O povo brasileiro, gente simples e trabalhadora, bem informada graças às eficientíssimas redes sociais, ainda que em meio a uma terrível pandemia, está de volta às ruas. Tais manifestações, desde que pacíficas, devem ser sempre bem-vindas e desejáveis. São expressões legítimas da vontade da população. E a voz do povo, é a Voz de Deus. O Brasil tem uma tradição muito positiva de presença de povo nas ruas. Em última análise, são reafirmações dos ideais de liberdade e democracia. Assim avaliamos a maioria das passeatas que vêm ocorrendo no país. Neste 7 de Setembro, milhões de brasileiros - trabalhadores, estudantes, jovens, idosos, crianças, famílias inteiras - irão às ruas manifestar sua vontade, soberana e suprema. Devem ser protegidos pelas forças de segurança, eis que são cidadãos de bem em pleno exercício de seus direitos constitucionais. Os inimigos da pátria, da liberdade e da democracia certamente estarão a postos com suas provocações e atitudes deletérias. Estaremos juntos para repeli-los. Seremos milhões de patriotas e aquela minoria insignificante e radical sentirá o peso da postura cívica dos verdadeiros brasileiros, amantes da paz e da democracia, intransigentes defensores da liberdade.
Como em outros graves momentos da nossa história, o povo não se omitirá. Ao reverso, manifestará, clara e explicitamente, a sua vontade inquestionável. Cabe aos detentores do legítimo poder nacional, seus braços fortes e mãos amigas, ouvirem a voz das ruas e respeitarem a SUPREMACIA do povo brasileiro.

BRASIL, ACIMA DE TUDO. DEUS, ACIMA DE TODOS!

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