ARTIGO / NOTÍCIA

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Independência, não à morte

Independência, não à morte

Jorge Mendes Bentinho

Rio de Janeiro, 1 de Setembro de 2021.
Jorge Mendes Bentinho
Contra-Almirante (Ref-FN)

O Brasil atravessa momento político efervescente, bastante polarizado. Nesse cenário, a expressão Estado Democrático de Direito e as palavras Democrático e Antidemocrático têm sido empregadas à exaustão, ao bel-prazer dos grupos de interesse, até mesmo por pretensos paladinos que, em retórica vazia, não nutrem o menor apreço pela democracia.
A prática nociva banaliza e avilta o verdadeiro sentido de Democracia, o decantado “governo do povo, pelo povo, para o povo”, segundo Abraham Lincoln. Homens inebriados pelo poder tornam o interesse público secundário. Recusam-se a aceitar críticas e ignoram que o exercício dos cargos que exercem pressupõe humildade para aceitá-las. A liberdade de expressão, respeitados os limites impostos pela lei, é fundamental, e dispensa rompantes autoritários para calar vozes dissonantes.
Visualizado o nefasto embate entre Executivo, Legislativo e Judiciário, em que todos perdemos, torna-se oportuno relembrar a tese da separação dos poderes, concebida pelo filósofo francês Montesquieu. Para o funcionamento harmônico de uma salutar democracia, é imperioso que cada poder se atenha aos respectivos limites constitucionais, sem ingerências, extrapolações e ativismos. Urge que o respeito aos ditames da Carta Magna seja restabelecido, para que, num ambiente civilizado e ordeiro, o País possa retomar o PROGRESSO tão almejado pelo povo brasileiro, estampado no auriverde Pavilhão Nacional.
Aproxima-se o dia 7 de setembro, data em que comemoramos a emancipação política do Brasil. Peço vênia para enunciar paródia do heróico brado de D. Pedro I, às margens do Ipiranga:

- Independência e autonomia de cada um dos Três Poderes, Sim!
- Morte da democracia, Não!

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