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Irresponsabilidade Criminosa

Irresponsabilidade Criminosa

Gen Div Ref Clovis Purper Bandeira

Rio de Janeiro, 10 de março de 2021.

Gen Div Ref Clovis Purper Bandeira

 

Um amigo afirmou que estamos no mesmo barco, mas a carga está muito mal distribuída.

Concordei com ele, mas, pensando melhor, acho que estamos na mesma tempestade. No entanto, uns a enfrentam a bordo de transatlânticos luxuosos, outros de navio, iate, barco, ou canoa com remos.

A turma das canoas é muito mais numerosa. Grande número já afundou, outros lutam com suas últimas forças para continuar navegando, tentando ao mesmo tempo esvaziar a canoa que tem água pela metade, não perder os remos e economizar a alimentação e a água, já escassas, para manter a esperança da sobrevivência dos filhos.
No outro extremo, a turma dos transatlânticos continua sua vida de fantasia, com todos os caprichos atendidos pelo dinheiro do papai, da mamãe ou da vovó. E, nos salões de festa do grande navio, animado por finas bebidas e música moderna, seguem nas baladas da vida, como em Ipanema, Leblon ou nos clubes ilegais de funk ou de rap, com a fé em que sua juventude e saúde são eternas e inabaláveis.

São surdos a avisos de que podem estar se contaminando ou levando para sua casa, papai, mamãe, vovó e funcionários que lá trabalham e garantem seu conforto, o vírus da pandemia que nunca os atingirá.
A cada dia, principalmente nos fins de semana ensolarados, as autoridades atuam para impedir bailes e festas com centenas de pessoas que podem pagar por elas, suas bebidas e suas drogas. Diz a imprensa, com a confiança duvidosa que merece, que chegam a ser fechados oitocentos locais de festins clandestinos em um dia, em todo o Brasil. Nos fins de semana, 1.200.

Há os que, como eu, acreditam que este é um número aproximado, pois neste Brasilzão todo, não há fiscalização que chegue, e em muitos lugares quem manda são o miliciano e o traficante, que lucram com a irresponsabilidade do público, em sua maioria, jovens.

A solução é fechar tudo? Acabar com o trabalho, o investimento, o emprego e a renda, derrubar o governo – que tem pés e mãos atadas pela ditadura do Judiciário – e dominar, pelo medo e pelo monopólio de tudo, os sobreviventes apavorados?

Afirma-se que o risco da aglomeração das festas é o mesmo do trabalho e da vida normal sem aglomerações. Não é bem assim. Quem está trabalhando está gerando empregos, renda, pagando tributos, mantendo a máquina em funcionamento, sustentando a família, mesmo que corra riscos, o que é inevitável no seu caso.

A turma da balada, dos barzinhos, das rodas de samba, das ruas lotadas, dos pagodes, só beneficia com seu “trabalho” proprietários de bares que não cumprem as normas sanitárias, distribuidoras de bebidas, traficantes de droga e milicianos que controlam tudo isso, desafiando a lei e recebendo fiscais e policiais com violência ou tiroteios. Neste caso, as balas “perdidas” inevitavelmente vão encontrar uma vítima inocente, e sempre saíram, por definição e sem discussão, das armas dos policiais. As armas de combate utilizadas pela bandidagem são só para autodefesa, só acertam policiais, cujos enterros não atraem nenhuma autoridade e não viram notícias na mídia safada que nos desinforma e apavora vinte e quatro horas por dia.

E a juventude dourada, cabelos ao vento e cabeça oca, com a certeza da impunidade, quer é curtir, não interessa a que custo, em sua irresponsabilidade criminosa.

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