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O Pensamento do Clube Militar

O Pensamento do Clube Militar

Clube Militar

Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2016

Gen Gilberto Pimentel - Presidente do Clube Militar

“Ainda a Reforma da Previdência”

Volto ao tema porque, com toda a certeza, de tudo que temos visto e ouvido, a reforma é condição essencial para a retomada do equilíbrio econômico do País. No entanto, o governo tem minimizado e demonstrado incompreensão a respeito das imensas dificuldades que vai enfrentar para realizá-la. Mexer no bolso de alguém, mais ainda quando se trata de gente honesta e trabalhadora que conquistou o pouco que tem para si e para sua família com luta e muito suor, é tarefa que exige liderança firme, exemplo, grandeza de espírito e capacidade de convencimento da parte de quem conduz o processo, no caso os dirigentes e políticos. É missão para estadistas de verdade. Ou seja, tudo aquilo que o governo não possui e não é capaz de oferecer.

Quando vemos um ministro como Geddel Vieira, político com antecedentes nada recomendáveis, hoje ocupando a chefia da Secretaria do Governo, afirmar arrogantemente, segundo se noticiou, que não abre mão dos seus astronômicos proventos, bem acima do limite autorizado pela Constituição Federal, porque julga que os conquistou de forma legal, então não dá para acreditar nos propósitos desses homens. E como o ministro, muitos outros zombam e ignoram o que estabelece a Carta Magna. Agem como se estivessem acima da Lei. Não são seres desse nosso mundo.

Então, com que autoridade vão legislar sobre tema tão sensível? Por que deveríamos os reconhecer como nossos representantes? É evidente que se insistirem, a exemplo do que ocorreu na ALERJ, as manifestações vão ser duras e agora generalizadas por todo o país.

Não precisa ser muito inteligente, nem especialista em política ou qualquer outro tema, para perceber que a única chance de que uma reforma de tal magnitude tenha mínima chance de ser efetivada seria a executar em duas etapas: na primeira, políticos e dirigentes se transformariam em pessoas como nós, meros mortais, sem inconcebíveis privilégios para só então, depois, tentar submeter seus representados a sacrifícios que, em última análise, são frutos dos desmandos históricos por eles mesmos cometidos.

Sem isso, nem comecem, pois vai haver confusão. Muita!!!

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