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O Pensamento do Clube Militar

O Pensamento do Clube Militar

Gen Clovis Purper Bandeira

Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 2015

Gen Clovis Purper Bandeira – Editor de Opinião do Clube Militar

O PROBLEMA DO X

             Em geral, na matemática a letra X representa a incógnita, o valor que deve ser calculado para resolver o problema. Daí, a expressão “o X do problema”, bem antiga e que rendeu até mesmo um belo samba de Noel Rosa.

            O que atrai a nossa atenção hoje, no entanto, não é a rica expressão acima citada, mas, sim, o problema do X.

            Há dois meses atrás, ao assumir seu segundo mandato, a avaliação da popularidade de Dilma Roussef era: ótimo/bom – 42%; regular – 33%; ruim/péssimo – 24%. Passados dois meses, em fevereiro de 2015, os números são: ótimo/bom – 23%; regular – 33%, ruim/péssimo – 44% (Datafolha).

Olhando os dados em forma gráfica, temos:

 X

 

             Este é que é o problema do X.

            A avaliação da popularidade da presidente despencou em dois meses. Para quem está apenas começando o segundo mandato, isso é desastroso. Os próximos quatro anos de governo serão uma luta constante para retomar o crescimento da avaliação ou, pelo menos, estancar a decadência.

            Na política norte-americana, o presidente que se encontra nessa situação, o que ocorre quase sempre em fim de mandato, é chamado “lame duck”, ou seja, pato manco, que está sujeito a ser abatido facilmente.

            Percebendo a vulnerabilidade da presidente, que já ficara evidente nas recentes eleições, que venceu por margem mínima apesar de todas as mentiras, manobras indecorosas e do uso total da máquina pública em benefício de sua candidatura, a oposição e muitos companheiros de viagem na aventura eleitoral de 2014 já falam abertamente em seu impedimento, explorando ainda seu incontestável envolvimento no escândalo do petrolão.

            As manobras do planalto para evitar a associação da presidente ao escândalo financeiro que enlameou e feriu gravemente a Petrobras são cada vez mais desesperadas. Como, porém, excluí-la do rol dos envolvidos se, no período da roubalheira mais intensa ela foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Ministra de Minas e Energia, Chefe da Casa Civil da Presidência e Presidente da República? Como desvinculá-la, se permitiu ou ajudou seu partido a aparelhar a diretoria da petroleira com membros desqualificados, cuja única missão era desviar recursos da empresa, via empreiteiras, para os cofres dos partidos e os bolsos dos políticos?

            O problema do X tira o sono da presidente, do PT e dos marqueteiros que procurarão contorná-lo, embora a credibilidade dos mesmos esteja seriamente comprometida pela evidência das mentiras de que lançaram mão para obter a reeleição. Eles o merecem.

            Os injustiçados, enganados e roubados somos, como sempre, nós, os que perdemos o sono com o crescimento da inflação, o perigo do desemprego rondando a porta das empresas, a disparada dos preços represados para fins eleitoreiros, o crescimento nulo dos índices econômicos e a pecha de palhaços iludidos com facilidade, pois acabamos de reeleger a corja. Também merecemos.

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