HISTÓRIA

Mais de um século de realizações

LINHA DO TEMPO

1887

Fundação

Vários fatos contribuíram para a evolução do processo que culminou com a fundação do Clube Militar. Sem pretender esgotar o assunto, apresentaremos alguns deles, por julgá-los determinantes daquele processo. A criação do Clube Militar foi precedida de várias tentativas similares, que resultaram na criação de grêmios, institutos, clubes e associações na capital e em várias províncias, todos de duração efêmera. 

1888

Abolição

A fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, está intimamente ligada ao problema nacional da abolição da escravatura. 
A própria Questão Militar, um dos marcos na queda do Império, envolveu a punição imposta ao Ten Cel Sena Madureira, então Comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, por ter o mesmo homenageado um jangadeiro cearense, Francisco Nascimento, que liderou um movimento dos jangadeiros que se recusaram a transportar escravos do Ceará para outras províncias.

1889

República

Vinha de longe a ideia da República. As primeiras tentativas de independência do Brasil, bem como os raros movimentos separatistas, previam a adoção da forma de governo republicana. Há muito tempo a República vinha sendo a aspiração de pequeno – mas cada vez mais influente política e socialmente – grupo de idealistas.

1897

a

1901

1º Fechamento

Os primeiros tempos da República foram tumultuados. Resumindo os fatos importantes que sacudiram o país na primeira década republicana, listamos o Governo Provisório, que tinha de impor sua vontade às províncias, para manter a ordem; o primeiro Congresso Constituinte; a morte de Benjamin Constant; a eleição de Deodoro para Presidente da República; o problema da elegibilidade de militares para cargos políticos; a questão das Missões; a renúncia de Deodoro e a ascensão de Floriano à Presidência; a Revolta da Armada; a morte de Deodoro; a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul; indisciplina e revoltas na Escola Militar da Praia Vermelha; desligamentos, transferências e desterro como punição; o episódio de Canudos; o atentado ao Presidente Prudente de Morais, no qual morreu o Ministro da Guerra, Marechal Carlos Machado Bittencourt.

1903

Terreno da Sede

Reaberto o Clube Militar, no ano de 1901 foi aprovado seu 2º Estatuto e empossada nova diretoria, sob a presidência do General Arthur Oscar de Andrade Guimarães. Na assembleia de posse estavam presentes 214 sócios.

1904

Revolta da Vacina

No final de 1904, o Rio de Janeiro foi abalado pela questão da vacina obrigatória contra a varíola, o que, inclusive, envolveu o Clube Militar. Em 14 de novembro, sócios reuniram-se na sede e, sem o conhecimento ou aprovação do Presidente – General Leite de Castro – resolveram derrubar o governo, apoiados pela revolta popular causada pelas grandes demolições e pela obrigação da vacina, imposta por lei. Da reunião participou ativamente o Ten Cel Lauro Sodré, membro da Diretoria do Clube.

1908

Revolta da Armada

Ainda em 1908 foi aprovada proposta do Cap Ticiano Daemon para a criação, no seio do Clube Militar, de uma instituição denominada “Assistência Militar”, cujo fim era dar à família de todo associado falecido a quantia de um conto de réis, em troca de uma mensalidade de três mil réis.

1911

Rio Branco

Em 15 de outubro de 1911 o Clube Militar promoveu significativa homenagem ao Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos Júnior, ilustre brasileiro a quem a Pátria devia a solução pacífica de quase todas as questões de limites com países vizinhos, em longa vida de dedicação ao serviço diplomático, tanto no Império quanto na República.

1912

Assistência e Caixa

Depois de prolongadas discussões, no início de 1912 foi aprovado o “Regulamento da Assistência e Caixa de Empréstimos do Clube Militar”, ficando definitivamente estabelecidos os referidos serviços.

1915

Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 – Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi grande jornalista e poeta brasileiro.

1921

Rui Barbosa

Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 5 de novembro de 1849 – Petrópolis, 1 de março de 1923) foi ilustre jurista, político, diplomata, ecritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro. 

1922

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1923

2º Fechamento

No ano de 1915, dois importantes acontecimentos sacudiram a vida dos brasileiros e do Clube Militar. O primeiro foi a tumultuada mudança do governo no Ceará, onde se enfrentavam os grupos ligados a Pinheiro Machado e à oposição. Na Assembleia Legislativa, dividida, a minoria apoiava o Cel Franco Rabelo, enquanto a maioria, amparada por um habeas corpus da Justiça da União, depôs Franco Rabelo e entregou a chefia do governo ao Dr. Floro Bartolomeu, porta-voz do famoso Padre Cícero. Aliado a Pinheiro Machado, Floro Bartolomeu partiu para a luta armada, derrotando as forças de Rabelo e chegando às portas de Fortaleza. O governo federal interveio, evitando a luta em Fortaleza e nomeando interventor no Estado o Cel Setembrino de Carvalho.

1926

A Revista do Clube

Na assembleia de fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, o Almirante Arthur Silveira Mattos – Barão de Jaceguai, pediu que constasse nos Estatutos da novel associação a previsão de uma revista, que deveria “propugnar pelos interesses da classe”, dentre os quais destacava as “ordenanças para o Exército e a Armada; a necessidade da abolição dos castigos corporais (penas de açoite) na Armada Nacional e outros assuntos…”

1932

Bandeira e Escudo

Em 15 de julho de 1932, a convite da Diretoria, o Dr. Francisco Pereira Lessa, especialista em heráldica, aceitou a incumbência de realizar os projetos da bandeira e do escudo do Clube. Em 19 de dezembro o Dr. Pereira Lessa apresentou a proposta dos referidos, onde aparecem: a descrição do escudo e sua justificação (cores, Cruzeiro do Sul, a esfera armilar, a Grã-Cruz de Avis, o timbre, os paquifes e a divisa) e a descrição da bandeira.

1936

Fundação do IGHMB

Em 7 de novembro de 1936, no Clube Militar, foi fundado o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, por proposta do Cap Severino Sombra, aprovada por grande número de associados.

1939

Edifício Duque de Caxias

Em 3 de novembro de 1928, o Presidente do Clube, Gen João Gomes Ribeiro Filho, entregou ao Ministro da Guerra as bases gerais da proposta para a demolição do edifício sede do Clube e para a construção de um novo. O pedido foi dirigido ao Ministério da Guerra por se tratar o prédio de um próprio nacional.

1940

Sede Lagoa

Em 1940, o Prefeito do Distrito Federal, Dr. Henrique Dodsworth, aforou ao Clube Militar os “alagadiços da Rua Jardim Botânico.” No local o Clube pretendia construir seu parque esportivo, com “piscinas, foot-ball, volley, esgrima, enfim todos os esportes, e mais uma sede com restaurante, salões de jogos, de leitura e de baile”.

1941

Ministério da Aeronáutica

A respeito da criação do Ministério da Aeronáutica, o Marechal do Ar Nelson Freire Lavanère Wanderley, na sua “História da Força Aérea Brasileira”, declara…

1944

II GM - FEB

Em julho de 1944, quando do desembarque do primeiro escalão das tropas da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária em Nápoles, o Clube Militar enviou vibrante mensagem de saudação ao General João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante brasileiro, da qual destacamos…

1947

Curso de Preparação ECEME

O Curso de Preparação ao Concurso de Admissão à Escola de Estado-Maior – CPCAEEM – foi criado em 14 de abril de 1947. Não tinha caráter oficial nem militar, como é óbvio, e exigia de seus alunos, como até hoje, o sacrifício de horas de repouso ou lazer para o estudo visando ao concurso. Os instrutores do Curso, oficiais e civis voluntários, confeccionavam notas mimeografadas sobre os assuntos em estudo, que eram distribuídas aos alunos da capital ou enviadas pelo correio para os alunos de outras localidades.

1947

Salão de Belas Artes

Em 11 de janeiro de 1947 teve lugar a inauguração do 1º Salão de Belas Artes do Clube Militar, que contou com a exposição de 500 trabalhos de pintura a óleo, aquarela, desenho e escultura. Uma parte do Salão constava de trabalhos homenageando a Força Expedicionária Brasileira.

1948

Carteira Hipotecária e Imobiliária

Era antiga a aspiração do Clube de criar algum órgão que facilitasse a aquisição de casa própria por parte dos sócios. 
Em diversas oportunidades o assunto veio à baila, em assembleias e reuniões de Diretoria, mas a situação financeira do Clube ou as dificuldades políticas enfrentadas pela Nação na época não permitiram que o assunto prosperasse.

1959

Sede Cabo Frio

Antiga aspiração do Clube, a criação de uma Colônia de Férias começou a ganhar forma em fevereiro de 1959, com a avaliação de várias propostas de compra e venda de terrenos em Cabo Frio, Barra de São João, Araruama e Magé.

1961

Democracia em Perigo

No início da década de 60, elementos radicais tentaram, mais uma vez, envolver o Clube Militar na política. A indicação do Marechal Henrique Dufles Teixeira Lott, Ministro da Guerra de Kubitschek, como candidato presidencial da coligação PSD-PTB, serviu para encorajar o grupo radical, que pretendia explorar o prestígio do Clube Militar na campanha eleitoral, ao mesmo tempo em que atacava seu oponente, Jânio Quadros, a quem taxavam de “entreguista”.

1975

Curso de Extensão Cultural da Mulher

Tendo em vista o Ano Internacional da Mulher – 1975 –o Departamento Cultural do Clube Militar organizou, de 1º de julho a 18 de dezembro, o “I Curso de Extensão Cultural da Mulher”, funcionando na Sede Esportiva. O referido curso constava de ciclo de palestras e de visitas cívicas e culturais.